sexta-feira, 27 de março de 2009

Bom, Ruim, Assim Assim

Quer saber de uma coisa? Tudo pode ser bom, ruim e principalmente assim assim
Tudo ao mesmo tempo ou não, e não necessariamente nessa ordem
Bom é chegar na praia à tardinha, anúncio de pôr de sol, a água de ondas mansinhas
Jogar bola na espuma e sob o céu encaixa como se fora Tafaréu.
É bom também quando começa a chover
E as gotas fazem cócegas na superfície do mar
Como se um cardume infinito prometesse matar a fome
De todo o Vidigal, Rocinha, Cidade de Deus e Vigário Geral.
Ruim é lembrar daquele amigo que de prancha na mão
Morreu de um beijo roubado de um raio, da lembrança a correria,
O medo... o medo... medo é bom, ruim é o medo de ter medo!
Bom voltar trocar chuva por chope e passar atrás da pelada
A bola vai pra fora e como na crônica de Rubem Braga sobra pra você
Que mata no peito faz embaixadinha e devolve redondo... num chute perfeito
Ruim é a fisgada na coxa sair mancando disfarçadamente...
A vergonha de estar decadente não é ruim, ruim é o orgulho
que se nega a reconhecer a decadência.
É bom a cidade estranha em que você nunca esteve e sabe que nunca mais vai voltar
E nesse lugar você tem uma obrigação sem graça que cumpre com estilo e precisão
Traçando um dia perfeito no arco do tempo
Quando cai a noite é bom tomar um banho e sob o chuveiro é bom sentir saudade,
Ruim é não ter saudade, e como é bom sair sem direção pelas ruas da cidade
Pensando no que você fez da sua vida e no que a vida fez em você
Bom é sonhar, realizar não é tão bom, mas ruim mesmo é não realizar
O fim de um grande amor é muito, muito ruim, um grande amor não tem fim!
Bom é amar, ruim é amar...
Bom é encarar a vida com fantasia.
Quando um poeta desaparece é bom colocar chapéu de Bogar que tudo pode solucionar...
Ruim é encontrar o precipício, morrer não deve ser tão ruim assim...
E pode ser bom falar sobre bom e ruim, e pode ser pior assim assim ... bom!
Autor: Pedro Bial

domingo, 22 de março de 2009

Formação acadêmica é essencial


"O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter." (Cláudio Abramo)
Em todas as atividades profissionais exercidas há que se ter primeiramente o respaldo acadêmico, ou seja, a preparação do profissional para atuar de forma eficiente na atividade. Hoje muitos setores profissionais passaram por reestruturações e exigiram mudanças, transformações, isto é o progresso que aflora no mercado de trabalho e equivale a dizer que para se atuar e ter força para se manter nas atividades, o trabalhador deve estar apto a exercer suas funções, principalmente com o diploma nas mãos, o diploma é de fundamental importância para as mais diferentes profissões.
No entanto, percebe-se que alguns setores parecem entrar num caminho contrário, buscam um retrocesso, ou mesmo um processo de abandono de suas conquistas em prol da diminuição ou desmerecimento do próprio profissional atuante. Tal proposição pode ser verificada nos constantes embates sobre a profissão de jornalista.
Hoje há uma grande parcela que vem lutando para destruir as conquistas da classe, pois muitos levantam a bandeira da não necessidade de diploma para o exercício da atividade. Isso remete à afirmação que qualquer pessoa poderá exercer o jornalismo, atuar com uma arma poderosa… as pessoas devem ter em mente sempre o poder da imprensa, da mídia, pois se trata do principal meio formador de opinião, o que seria do chamado “Quarto Poder” sendo exercido por profissionais não preparados para isso? Não se pode instrumentalizar pessoas não preparadas para o exercício do jornalismo, por isso há sempre a necessidade que este profissional esteja gabaritado para exercer de forma íntegra e consciente as suas ações. Os bancos universitários constituem-se na principal forma de respaldar um profissional e prepará-lo para o exercício de suas atividades.
No cenário em que a sociedade brasileira se encontra atualmente, faz-se necessário que as pessoas se voltem para o desenvolvimento intelectual, o privilegiar o estudo, a educação, a formação acadêmica, portanto, é necessário fundamentar todas as atividades no estudo, no diploma, na formação integral do indivíduo. Não se pode aceitar um retrocesso, um abrir mão de conquistas, de buscas, de vitórias, não se pode voltar no tempo, caminhar para trás, sempre em frente, sempre em busca de novos caminhos aproveitando o que há de melhor e renovando tendo em vista a engrandecimento da coletividade.
Diploma sempre, formação sempre, privilegiemos a educação…
Por: Edi Souza

segunda-feira, 16 de março de 2009

Por quem os sinos dobram


As pessoas entram e saem da nossa vida numa proporção assustadora. É interessante a forma como isso se processa. Ninguém se cruza por acaso. Cada pessoa tem uma importância em nossa vida, cada uma tem algo a acrescentar, seja um ensinamento, uma forma de encarar a vida, ou mesmo uma nova forma de sonhar ou ver um problema sob uma nova perspectiva. Cada ser que nos acompanha por um tempo nos mostra caminhos, alternativas, nos traz à realidade ou nos afasta definitivamente dela, nos faz sonhar, vislumbrar novos horizontes.
Algumas dessas pessoas transformam a nossa vida. São alentos para a nossa alma, são como complementos para a nossa existência. Normalmente estas entram suavemente como brisas e em breve se transformam em tempestades, tal o redemoinho que causam em nosso íntimo… a muitas dessas pessoas dizemos que amamos, elas são ou se tornam a razão de nossa vida, “por quem os sinos dobram”, o nosso norte, nosso caminho, nosso porto seguro. E com estes seres iluminados passamos a dividir nossos pensamentos, nossas vontades, angústias, dores, sofrimentos e, principalmente, nossas alegrias… parece que a vida se torna cinza quando um está longe do outro, como se um oceano de tristeza invadisse o coração solitário dos amantes, dos enamorados. Um vazio, este vazio tão conhecido de todos nós, se intensifica e parece se tornar impossível continuar caminhando sem a presença desta pessoa.
No entanto, cada um de nós deve pensar que mesmo quando não estamos na presença de quem mais amamos, os eleitos estão em nós, quando há amor, um completa o outro, um está no outro e jamais quem ama o verdadeiro amor está sozinho. Cada gesto, cada pensamento nos traz a pessoa, nos lembra que por onde quer que estivermos caminhando não serão passos solitários, não existe mais eu ou você… apenas nós, apenas o sentimento de poder enfrentar todas as desventuras, todos os obstáculos, pois não estamos mais sozinhos, estamos fortalecidos pela presença constante do outro.
Até a saudade que sentimos é boa, uma vez que é a personificação de alguém distante. É como dizer: “Em algum lugar alguém pensa fortemente em mim” e você ter a certeza que neste mesmo lugar uma pessoa respira e pensa com a mesma intensidade em você. O amor não nos permite andar sozinhos, somos eternos acompanhados mesmo quando distantes. Amar é encontrar uma solidão que se ajusta à sua e viver uma solidão para sempre acompanhada. “Duas solidões que se completam”, duas vidas que se encontram e se auxiliam, se entendem…
Por: Edi Souza

domingo, 15 de março de 2009

A César o que é de César


A classe artística da cidade de Paranaguá passou por dias de lamentações. Esta semana, foi selada de vez a entrega da Igreja da Ordem à Mitra Diocesana. O espaço serviu como teatro no município por muitos anos, no entanto, agora retorna as suas origens, servindo de palco para celebrações litúrgicas. Por meio desta concretização, da passagem do comando da localidade da prefeitura para a Mitra, pode-se observar algumas proposições salutares.

Em primeiro lugar, é preciso que a população se atenha ao que é importante realmente para a cidade. Cultura e religião são fundamentais para o desenvolvimento integrado da coletividade. Mas faz-se necessário respeitar as condições básicas para efetivação das atividades. Neste caso em específico, não se pode negar que a realização de apresentações cênicas na Ordem realmente não encontrava a estrutura adequada. O local era pequeno, a acústica não favorecia, os apreciadores da arte não tinham o conforto necessário para acompanhar a peça, ou seja, a arte não encontrava o merecimento necessário.

Porém é fundamental se ressaltar aqui que a maneira como tudo transcorreu deixou evidente um desrespeito para com a classe artística da cidade, pois ficou a partir de agora em que local estes artistas poderão se apresentar, ou seja, qual a estrutura eles terão à disposição? Onde serão os ensaios? Para se alavancar a arte em nossa cidade é preciso que as pessoas envolvidas com os movimentos artísticos e culturais tenham espaços para desenvolver suas potencialidades, seus projetos. Por isso, seria mais ético ter retirado os atores da Ordem apenas quando já houvesse um lugar propício para as artes cênicas.

Agora, tudo está feito, a medida é irrevogável, portanto, não adianta nada os artistas ou pessoas ligadas à área ficarem se lamentando e voltarem sua revolta para a igreja ou Poder Público. Um novo tempo começa e a classe artística precisa se unir. Tentar outras formas para mostrar seu valor, criar, usar criatividade, protestar para que mais pessoas se unam em prol da inauguração do cine-teatro, para que esta briga entre administração municipal e estadual não continue, perpetuamente, atravancando o progresso da cidade como um todo. Mais ação e menos, como diria alguém especial, “falácias”.
Por: Edi Souza

terça-feira, 10 de março de 2009

Afinal, fugimos de quê?


A cada dia se torna mais difícil compreender o incompreensível… atinar para a grandiosidade dos sentimentos humanos. A cada dia se torna mais difícil entender por qual motivo as pessoas se isolam do mundo em uma falsa proteção.
Mas do que as pessoas tentam se proteger?
Se todas as angústias, os sofrimentos, as adversidades provêm de nós mesmos. Tudo o que passamos é um produto daquilo que criamos para o nosso mundo.
Por que nos causamos tanto mal? Não conseguimos viver com o sentimento de felicidade. Isso nos faz lutar contra ele e encontrar novos obstáculos e barreiras a cada dia para, desta forma, negarmos que fomos talhados para sermos felizes e compartilharmos a alegria pujante com os nossos irmãos.
Um dia, ah haverá o dia, em que viveremos sem reservas, sem as convenções, sem a hipocrisia de ocultarmos o que de real vai dentro de nosso próprio ser, de falarmos ao nosso semelhante o quão importante ele é para a nossa vida, de iluminarmos o dia de alguém simplesmente com um mero, no entanto verdadeiro, sorriso.


Por: Edi Souza

Afinal, fugimos de quê?



A cada dia se torna mais difícil compreender o incompreensível… atinar para a grandiosidade dos sentimentos humanos. A cada dia se torna mais difícil entender por qual motivo as pessoas se isolam do mundo em uma falsa proteção.
Mas do que as pessoas tentam se proteger?
Se todas as angústias, os sofrimentos, as adversidades provêm de nós mesmos. Tudo o que passamos é um produto daquilo que criamos para o nosso mundo.
Por que nos causamos tanto mal? Não conseguimos viver com o sentimento de felicidade. Isso nos faz lutar contra ele e encontrar novos obstáculos e barreiras a cada dia para, desta forma, negarmos que fomos talhados para sermos felizes e compartilharmos a alegria pujante com os nossos irmãos.
Um dia, ah haverá o dia, em que viveremos sem reservas, sem as convenções, sem a hipocrisia de ocultarmos o que de real vai dentro de nosso próprio ser, de falarmos ao nosso semelhante o quão importante ele é para a nossa vida, de iluminarmos o dia de alguém simplesmente com um mero, no entanto verdadeiro, sorriso.


Por: Edi Souza

domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher



Lutas, batalhas, conquistas, decepções… muitas são as palavras que povoam o cenário feminino. Mulher… o que cada uma de nós representa nesse contexto em que estamos inseridas? Mulher é um misto de tantas coisas, de tantos sentimentos, cada mulher carrega em si um paradoxo, pois somos capazes de rir e chorar, cair e levantar numa proporção de tempo inimaginável, num espaço de tempo impressionantemente diminuto. Qual mulher nunca derramou lágrimas de alegria, nunca riu num momento inoportuno, nunca sentiu a ausência de alguém como materializada…
Mas no meio disso tudo há uma força incrível que impulsiona, talvez o sexto sentido venha com alguns novos atributos. Quanta sensibilidade, quanta visão, quanta subjetividade a serviço de explorar o que cada um há de melhor… quantas formas diferentes de olhar e compreender, analisar. E nada melhor que Vinícius de Moraes para homenagear as mulheres, escolhi um texto do Poetinha que retrata toda a ânsia de viver das mulheres, toda audácia, força e determinação, principalmente quando ele afirma nos últimos versos “viver cada segundo como nunca mais”.


Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

Ainda para saudar o Dia Internacional da Mulher coloco algumas frases sobre o suposto “sexo frágil”

"Há de tudo um pouco nas lágrimas das mulheres." (Henry François Becque)
"As mulheres constituem a metade mais bela do mundo." (Jean-Jacques Rousseau)
"Quando uma mulher estiver falando com você, escute o que ela diz com seus olhos." (Victor Hugo)
"Para mim, a mulher não é para exibir, é para dar atenção e para amar."(Ayrton Senna)
"Há sempre, nas mais sinceras confissões das mulheres, um cantinho de silêncio." (Paul Bourget)
"Aos 40 anos, a mulher está longe de ser fria e insensível; mas ela sabe, quando necessário, cobrir o fogo com as cinzas." (Mary Wortley Montagu)
"As mulheres, como os sonhos, jamais são como as queres." (Luigi Pirandello)
"Existem três coisas que os homens podem fazer com as mulheres: amá-las, sofrer por elas, ou torná-las literatura".
(Stephen Stills)

Feliz Dia Internacional da Mulher a todas aquelas que fazem jus ao universo feminino, trabalham, enfrentam as adversidades até mesmo seus medos em busca da realização de seus sonhos.

Por: Edi Souza

quinta-feira, 5 de março de 2009

Filme: Minha amada imortal


Hoje posto um trecho de um dos filmes que mais gosto, um texto singular, ímpar, que fala de um amor inigualável, sincero, puro e da dedicação à pessoa amada. O filme Minha Amada Imortal trata da vida de Beethoven e uma suposta paixão do grande compositor. É de uma singeleza incrível... tão singelo quanto o sentimento que permeia tantas ações da humanidade, tão paradoxal quanto este nobre sentimento ao qual denominamos de amor, taõ intenso e tão frágil...


“Meu anjo, meu tudo, minha alma gêmea… Só algumas palavras e a lápis… o teu.
Só amanhã saberei onde ficarei, uma perda inútil de tempo. Por que esta tristeza? Se estivéssemos juntos não sentiríamos essa dor… onde eu estiver estarás comigo. Logo estaremos vivendo juntos e que vida teremos.
A jornada foi horrível, só cheguei aqui às 4 da manhã. Avisaram para não viajar à noite, por causa da floresta. A carruagem quebrou numa estrada terrível, só uma estrada no campo. E estou completamente retido. Mas achei uma outra e logo estaremos juntos, hoje, espero. Tenho de te ver. Por mais que me ames, eu te amo muito mais. Nunca te escondas de mim.”


“embora ainda no leito, meus pensamentos são para ti, minha amada imortal. Alguns alegres, outros tristes… aguardando para ver se o destino vai nos unir… só posso viver plenamente contigo ou não viver. Sim, é como deve ser. Agora tenho de dormir. Tenha calma, amor. Hoje, ontem, anseio até as lágrimas por ti. Tu… és a minha vida… meu tudo… então adeus.. continua a me amar. Sempre teu, sempre minha… para sempre”

terça-feira, 3 de março de 2009

Paranaguá: polo turístico


“Com a construção do Terminal estaremos dando um imenso impulso na indústria turística do Paraná. Os turistas, com a proximidade de aeroportos, ferrovias, boas estradas e se encantando com as nossas imensas belezas naturais, estarão consolidando uma nova economia no litoral, a indústria que não polui, a indústria turística”, assegurou o prefeito Baka.
Paranaguá recebe diariamente o status de cidade turística. E não se pode discordar que o município tem realmente potencial turístico. Hoje em dia a indústria que não polui, o setor de turismo, é responsável por inúmeros empregos diretos e indiretos. São muitos exemplos bem sucedidos de cidades despontando no Brasil e no mundo embasando a economia neste ramo. No entanto será que Paranaguá está pronta para o turismo? Teria o município capacidade para receber turistas de diferentes partes do mundo e fidelizá-los?
Ao realizarmos uma pequena análise sobre os principais quesitos fomentadores de recebimento de pessoas, clientes potenciais, pode-se chegar facilmente à resposta a essas questões supracitadas. Primeiramente faz-se necessário um investimento maior na área e a consciência de que só as belezas naturais não serão suficientes para se tornar um local atrativo turisticamente. Os diferentes pontos turísticos da cidade se encontram deixados de lado, entregues ao desgaste do tempo, isso pode ser facilmente verificado com o prédio da Estação Ferroviária, o local está completamente abandonado. Há um embate para que o trem de passageiros venha até Paranaguá, mas é importante pensar sobre o que estes turistas encontrarão em Paranaguá. Hoje vivemos rodeados de lixo, falta de opções de lazer e entretenimento, péssimo atendimento em tantos locais e estabelecimentos comerciais, descaso com os monumentos, além de constantes atos de vandalismo da própria população. Em vista disso, não se pode afirmar que a cidade nesses está preparada para o recebimento de turistas.
Quando uma pessoa viaja, quer encontrar coisas bonitas e bem cuidadas, não quer dar de cara com pobreza e miséria, ou descaso para com a história, a cultura ou a memória do próprio povo. As pessoas podem argumentar que a cidade é favorecida pelas belezas naturais. Perfeitamente correto: a Ilha do Mel é um paraíso, mas também sofre com problemas de infraestrutura e falta de investimento. Quantos dias são necessários para um turista conhecer todos os pontos turísticos do município e se mandar de nossa cidade cheio de intenções de não mais voltar? Neste momento, o que temos é exatamente isso: a expulsão de turistas, aqui ele não se sentirá acolhido.
Mas este cenário pode ser modificado, desde que haja políticas sérias voltadas para este setor, tais como: criação de grupos para pesquisa e análise de mercado, com atuação de fiscalizadores dos diferentes atributos turísticos, desde recebimento em hotéis, restaurantes, bares e outros, é importante analisar a satisfação do cliente e as reais necessidades e anseios destes turistas; limpeza e conservação dos bens públicos; marketing e propaganda dentre muitas outras ações. Os estabelecimentos comerciais precisam estar mais bem preparados, atender melhor, oferecer serviços que primem pela qualidade é necessário criar mais opções de lazer e entretenimento. E não podemos esquecer que quem viaja tem dinheiro para gastar, consequentemente, poderá alavancar a economia do município, criando uma nova forma de centralização da economia. Outro fator importante é em relação à conscientização das pessoas no tocante à preservação dos locais. É inconcebível a ideia do próprio munícipe depredar, destruir o patrimônio público. Cada cidadão deve agir com responsabilidade diante do bem público e ser um agente fiscalizador e não se portar como alguém não civilizado, destruindo e gerando gastos desnecessários do nosso próprio dinheiro.
Texto: Edi Souza
Foto: Gediel Mendes

domingo, 1 de março de 2009

Vinícius, o poeta de Eros


Vinícius de Moraes, um grande poeta, conhecido no meio literário como “o Poetinha”, nos deixou grande legado literário, soube como ninguém cantar o amor, nos mostrar as diferentes facetas em que o sentimento maior da humanidade se manifesta. Entender Vinícius é chegar perto da dimensão que o amor nos oferece. Eis a literatura a serviço do entendimento de nós mesmos, a serviço de compreendermos o que de real acontece em nosso meio, a nossa volta… a literatura é a arte que nos molda, nos remete a universos distantes, mesmo aqueles que se encontram dentro de nós. Tão perto e tão distantes, ela dá vida aos nossos anseios, desmistifica, nos apresenta a nós mesmos. Poeta eterno, aqui uso este espaço para reverenciá-lo... Vinícius, meu amigo, Vinícius a quem recorro em tantos momentos para por meio de seus versos encontrar tantas respostas e muitas, mas muitas novas perguntas.

Eu não existo sem você

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você.

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você.

Vinícius de Moraes