![]() |
| Vista da Ponte da Ilha dos Valadares, casarios da Rua da Praia, às margens do Rio Itiberê |
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Parabéns, Paranaguá! Parte 2
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Parabéns, Paranaguá! Parte 1

Paranaguá está completando 362 anos. Uma cidade histórica que, segundo as autoridades entendedoras de turismo, é uma mina de ouro para o terceiro setor, a indústria sem chaminés, sem fumaças, aquela que traz dividendos para os cofres públicos e faz ecoar o nome das cidades em diferentes polos do mundo, mas a realidade é bem diferente e para confirmar tal fato basta uma rápida passada pelos locais da cidade em um domingo à tarde para percebermos a falta de opções, o descuido para com os logradouros e monumentos históricos, além da falta de investimento do Poder público e do setor privado em atividades e alternativas de lazer e entretenimento.
O que um turista pode fazer em Paranaguá num domingo à tarde? Quem sabe sentar à beira do Itiberê e se encantar com a bela paisagem, não se pode negar que realmente é um local lindo, de tirar o fôlego, mas temos que segurar mesmo a respiração ao sermos interrompidos dos devaneios por pedintes, mendigos, moradores em situação de rua e alguns drogados e cuidadores de carro. Estas pessoas em tom muitas vezes ameaçador intimidam tanto a população local quanto os visitantes.
Outros fatores importantes a se ressaltar é a ausência de bares, casas noturnas, restaurantes e outros que atendam de forma diferenciada, pois turista está em férias, ou seja, não tem hora para nada. Se alguém quer ficar até às 4h da madrugada em um bar, certamente passará pela cena constrangedora dos atendentes levantando cadeiras e colocando sobre as mesas: um autêntico “vai nessa, chato, eu quero fechar e ir para casa dormir”.
Assim segue a vida. A nossa tão querida Paranaguá me lembra os versos do grande Vinícius de Moraes: “pátria minha tão pobrinha”, pois é, aqui podemos alterar para “terra minha tão pobrinha, abandonada e sem luz”.
Até quando, meu Deus?
Por: Edi Souza
terça-feira, 3 de março de 2009
Paranaguá: polo turístico

Ao realizarmos uma pequena análise sobre os principais quesitos fomentadores de recebimento de pessoas, clientes potenciais, pode-se chegar facilmente à resposta a essas questões supracitadas. Primeiramente faz-se necessário um investimento maior na área e a consciência de que só as belezas naturais não serão suficientes para se tornar um local atrativo turisticamente. Os diferentes pontos turísticos da cidade se encontram deixados de lado, entregues ao desgaste do tempo, isso pode ser facilmente verificado com o prédio da Estação Ferroviária, o local está completamente abandonado. Há um embate para que o trem de passageiros venha até Paranaguá, mas é importante pensar sobre o que estes turistas encontrarão em Paranaguá. Hoje vivemos rodeados de lixo, falta de opções de lazer e entretenimento, péssimo atendimento em tantos locais e estabelecimentos comerciais, descaso com os monumentos, além de constantes atos de vandalismo da própria população. Em vista disso, não se pode afirmar que a cidade nesses está preparada para o recebimento de turistas.
Quando uma pessoa viaja, quer encontrar coisas bonitas e bem cuidadas, não quer dar de cara com pobreza e miséria, ou descaso para com a história, a cultura ou a memória do próprio povo. As pessoas podem argumentar que a cidade é favorecida pelas belezas naturais. Perfeitamente correto: a Ilha do Mel é um paraíso, mas também sofre com problemas de infraestrutura e falta de investimento. Quantos dias são necessários para um turista conhecer todos os pontos turísticos do município e se mandar de nossa cidade cheio de intenções de não mais voltar? Neste momento, o que temos é exatamente isso: a expulsão de turistas, aqui ele não se sentirá acolhido.
Mas este cenário pode ser modificado, desde que haja políticas sérias voltadas para este setor, tais como: criação de grupos para pesquisa e análise de mercado, com atuação de fiscalizadores dos diferentes atributos turísticos, desde recebimento em hotéis, restaurantes, bares e outros, é importante analisar a satisfação do cliente e as reais necessidades e anseios destes turistas; limpeza e conservação dos bens públicos; marketing e propaganda dentre muitas outras ações. Os estabelecimentos comerciais precisam estar mais bem preparados, atender melhor, oferecer serviços que primem pela qualidade é necessário criar mais opções de lazer e entretenimento. E não podemos esquecer que quem viaja tem dinheiro para gastar, consequentemente, poderá alavancar a economia do município, criando uma nova forma de centralização da economia. Outro fator importante é em relação à conscientização das pessoas no tocante à preservação dos locais. É inconcebível a ideia do próprio munícipe depredar, destruir o patrimônio público. Cada cidadão deve agir com responsabilidade diante do bem público e ser um agente fiscalizador e não se portar como alguém não civilizado, destruindo e gerando gastos desnecessários do nosso próprio dinheiro.
